5 recursos dos eletrodomésticos que ajudam a economizar energia

5 recursos dos eletrodomésticos que ajudam a economizar energia

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Unsplash - Engin Akyurt
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A conta de luz pode ficar mais alta não apenas quando os eletrodomésticos são usados com frequência, mas também quando funcionam de maneira pouco eficiente. Equipamentos modernos oferecem recursos capazes de ajustar automaticamente potência, temperatura, duração dos ciclos e horários de funcionamento.

Essas funções ajudam a evitar o consumo desnecessário e podem contribuir para uma rotina doméstica mais econômica. No entanto, o resultado depende do modelo do aparelho, do tempo de uso, da manutenção e da forma como cada recurso é configurado.

A seguir, veja cinco tecnologias que podem ajudar a reduzir o consumo de energia em casa.

1. Motor Inverter adapta o funcionamento

A tecnologia Inverter está presente em aparelhos como geladeiras, máquinas de lavar e condicionadores de ar. Seu principal diferencial é controlar a velocidade do motor de acordo com a demanda, em vez de trabalhar apenas com ciclos constantes de ligar e desligar.

Quando o equipamento precisa de mais força, o sistema aumenta a potência. Depois que a temperatura ou condição desejada é alcançada, o motor reduz a intensidade e continua funcionando de forma mais estável.

Esse ajuste evita picos provocados por partidas frequentes e permite que o aparelho use apenas a energia necessária em cada momento. Em um ar-condicionado, por exemplo, o compressor pode trabalhar com maior intensidade no início e diminuir gradualmente quando o ambiente já estiver confortável.

Além de favorecer a economia de energia, os modelos Inverter costumam apresentar funcionamento mais silencioso e menor desgaste dos componentes. Ainda assim, é importante comparar o preço do aparelho, a eficiência energética e a expectativa de uso antes da compra.

Veja também: Consertar eletrônicos: como economizar e ajudar o planeta sem gastar mais

2. Sensores calculam água e temperatura

Alguns eletrodomésticos utilizam sensores para identificar as condições da tarefa e ajustar automaticamente seu funcionamento. Em máquinas de lavar, o sensor de carga pode verificar o peso das roupas e determinar a quantidade de água adequada para o ciclo.

Esse recurso evita que uma pequena quantidade de peças seja lavada com um volume excessivo de água. Como consequência, também pode reduzir a energia empregada no aquecimento e no bombeamento do líquido.

Os sensores de temperatura têm função semelhante. Eles medem o calor do ambiente ou da água e ajudam o equipamento a alcançar a temperatura programada sem aquecer além do necessário.

Na prática, esses mecanismos diminuem a necessidade de configurações manuais e tornam o uso mais preciso. Para aproveitar melhor a tecnologia, o consumidor deve respeitar a capacidade máxima do aparelho e escolher ciclos compatíveis com a quantidade e o tipo de roupa.

3. Modo Eco prioriza eficiência

O modo econômico, geralmente identificado como “Eco”, “Econômico” ou “Energy Saver”, modifica o funcionamento do eletrodoméstico para gastar menos energia. Em muitos casos, isso significa utilizar uma temperatura mais baixa, reduzir a potência ou prolongar o tempo do ciclo.

Nas lavadoras, por exemplo, a água pode ser aquecida a uma temperatura menor, enquanto o equipamento compensa a diferença com mais tempo de molho ou agitação. Essa estratégia é relevante porque o aquecimento costuma representar uma parcela importante do consumo do aparelho.

No ar-condicionado, o modo Eco pode diminuir a rotação do compressor depois que a temperatura desejada é atingida. Em secadoras, o recurso costuma combinar temperaturas mais baixas com ventilação mais eficiente.

É importante observar que um ciclo econômico pode durar mais do que o programa convencional. Isso não significa necessariamente maior consumo, já que o aparelho pode operar com potência reduzida durante boa parte do processo.

4. Heat Pump reutiliza o calor da secagem

A tecnologia Heat Pump, ou bomba de calor, é encontrada principalmente em secadoras de roupas mais modernas. Seu funcionamento é diferente do sistema tradicional, que aquece o ar com resistências elétricas e libera o calor depois de utilizá-lo.

Na secadora com bomba de calor, o ar quente é reaproveitado ao longo do ciclo. O sistema retira a umidade das roupas, recupera parte da energia térmica e utiliza novamente o calor para continuar a secagem.

Esse processo reduz a necessidade de produzir calor do zero repetidamente, o que pode resultar em menor consumo de eletricidade. Como trabalha com temperaturas mais baixas, a tecnologia também tende a ser mais delicada com os tecidos.

A economia efetiva depende do uso, da capacidade do equipamento, do nível de umidade das roupas e da classificação de eficiência energética. Mesmo assim, a Heat Pump pode ser uma alternativa interessante para quem utiliza a secadora com frequência.

5. Timer e programação limitam o tempo de uso

O timer e a programação automática ajudam a controlar por quanto tempo um aparelho permanecerá ligado. Com eles, o consumidor pode estabelecer horários de início e desligamento, evitando que o equipamento funcione além do necessário.

Um exemplo comum é programar o ar-condicionado para desligar durante a madrugada, depois que o quarto atingir uma temperatura confortável. Ventiladores, aquecedores e outros equipamentos também podem ser configurados para operar somente pelo período planejado.

A programação automática pode ser especialmente útil para quem possui tarifa branca e consegue concentrar parte do consumo em horários com preços menores. Nesse caso, é necessário consultar as regras e os horários definidos pela distribuidora de energia.

Essas funções também reduzem o risco de esquecer aparelhos ligados. Quando possível, vale combinar o timer com hábitos simples, como desligar equipamentos sem uso e retirar da tomada aqueles que continuam consumindo energia em modo de espera.

Como escolher aparelhos mais econômicos

Antes de comprar um eletrodoméstico, não avalie apenas o preço de aquisição. O consumo mensal pode representar uma parcela significativa do custo total ao longo da vida útil do produto.

Confira:

  • A etiqueta de eficiência energética do aparelho;
  • O consumo indicado pelo fabricante;
  • A capacidade adequada para a sua rotina;
  • A existência de recursos como Inverter, Eco, sensores e programação;
  • A necessidade de manutenção e limpeza dos filtros;
  • A possibilidade de utilizar o equipamento nos horários mais convenientes.

Também é importante lembrar que uma tecnologia eficiente não elimina o impacto de hábitos inadequados. Deixar portas abertas, sobrecarregar a máquina de lavar, instalar o ar-condicionado em local inadequado ou ignorar a manutenção pode reduzir os benefícios esperados.

Conclusão

Tecnologias como Inverter, sensores inteligentes, modo econômico, Heat Pump e timer podem tornar os eletrodomésticos mais eficientes e ajudar a reduzir o desperdício de energia. O potencial de economia, porém, varia conforme o modelo, o tempo de funcionamento e a maneira como o aparelho é utilizado.

A melhor estratégia é combinar recursos tecnológicos com atitudes simples: escolher equipamentos eficientes, usar a capacidade adequada, fazer a manutenção periódica e evitar que os aparelhos permaneçam ligados sem necessidade. Assim, a redução da conta de luz começa não apenas na compra de um produto moderno, mas também na forma consciente de utilizá-lo.

Fonte

CARDOSO, Beatriz. 5 funções de eletrodomésticos que podem reduzir a sua conta de luz. TechTudo, 1 jun. 2026. Atualizado há um mês. Disponível em: <https://www.techtudo.com.br/listas/2026/06/5-funcoes-de-eletrodomesticos-que-podem-reduzir-a-sua-conta-de-luz-lb.ghtml>. Acesso em: 15 ago. 2026. 

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais com ampla experiência no mundo corporativo, liderando unidades de negócios, equipes e transformado estratégia em prática por todas as empresas em que trabalhou. Liderou grandes negociações com instituições financeiras de grande porte, com impacto de bilhões de reais em faturamento e receita.

Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA – USP, professor de MBA do IBMEC, colunista da Investing.com, entre outras atividades.

Empreendeu em várias empresas como investidor, em paralelo com a vida executiva, e aprendeu com sucessos e fracassos nesse segmento.

Entendeu e aplicou a importância de ter equilíbrio financeiro ao longo de mais de 30 anos de investimentos em vários setores, com amplo sucesso. Fez 1 milhão de reais de patrimônio antes dos 30 anos de idade, e hoje divide esses aprendizados.

Para isso, criou e lidera a iniciativa A hora do dinheiro, com uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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