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Pisou na bola em suas finanças? Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!

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Lexandr Lexandrovic - Dreamstime

Resumo: pensar frequentemente nos erros do passado, remoer a dor causada por escolhas ruins e entrar em estado de apatia e desânimo, por mais compreensível que isso possa ser, não vai nos ajudar a sair de uma situação ruim.

Devemos direcionar nossos pensamentos e energias para o tempo presente, para assim construirmos um futuro mais condizente com aquilo que planejamos ser.

 

A cada dia, um novo começo

 

Na nossa vida em geral, e no planejamento financeiro em específico, nem sempre é bom a gente ficar se lembrando do passado. É importante lembrar que todos os dias tem um novo começo.

Se a gente fez coisas erradas na vida financeira ontem, na semana passada, no mês passado; temos a possibilidade de um recomeço todos os dias. A chance de consertar o erro, de pensar como melhorar e como ajustar a nossa vida, como gastar menos e ganhar mais.

Não é um bom caminho direcionar nossa energia pensando naquelas coisas que a gente deixou de fazer no passado, nos bons momentos que acabaram, ou nas iniciativas que deram errado em vez de seguirmos para o caminho melhor hoje.

Isso é como se você estivesse usando sapatos de chumbo que te deixam sempre no mesmo lugar, porque você tem que fazer um esforço danado para se movimentar alguns centímetros.

Ficar pensando no que podia ter acontecido e não aconteceu, nas decisões que você poderia ter tomado e não tomou, ou na decisão que você tomou e não deveria ter tomado é pura perda de tempo.

 

Um fenômeno recém descoberto

 

No mundo dos investimentos, mais precisamente, no ramo de estudos chamado de finanças comportamenatais (que busca entender o papel de hábitos, emoções, fatores cognitivos, aspectos culturais e sociais no processo de tomada de decisão relacionada à vida financeira), foi descoberto um fenômeno que ficou conhecido pelo nome de “falácia dos custos irrecuperáveis“. 

Veja também: cuidado com o que você pensa

Esse viés (ou comportamento) faz o consumidor (ou o investidor) apegar-se a despesas ou custos que já ocorreram e não podem mais ser reavidos.

Dessa forma, uma decisão que pode ter sido equivocada no passado acaba tendo um peso indevido sobre novas decisões que precisam ser tomadas no presente.

Exemplo 01

Imagine que um conhecido seu tenha se matriculado em um curso do qual não tenha gostado.

Mas, mesmo assim, resolve reovar a matrícula para o próximo módulo da disciplina, porque não quer perder o tempo e o esfrço empregados para estudar o módulo 1, mesmo sabendo que não vai usar esses conhecimentos específicos em sua profissão.

Esse comportamento pode ser explicado como uma relutância em aceitar perdas, sejam elas financeiras, emocionais ou de outros recursos.

Exemplo 02

Outro exemplo clássico deste tipo de comportamento pode ser visto quando um gestor que investe em um novo negócio percebe que seu empreendimento não está andando como planejado.

Pelo contrário, ele está gerando prejuízos recorrentes e, pelo fato de já ter investido tempo e dinheiro consideráveis no projeto, ele sente dificuldade em abandonar esse negócio, ainda que tenha maiores chances de novas perdas do que de recuperação nos próximos anos.

O medo de perder o dinheiro já colocado no negócio faz com que a pessoa sofra uma cegueira do que seria a melhor decisão, se houvesse bom senso.

A maneira para superar este viés passa pelo reconhecimento e aceitação do fato de que o dinheiro já foi perdido, e agora se deve trabalhar para evitar que eses erros se repitam no futuro.

Deixar para lá o prejuízo e seguir a vida, para nao aumentá-lo ainda mais.

 

Pequenos passos, diariamente

 

Imagine que, quando você acordar de manhã, você pode pensar “hoje eu vou melhorar um pouco, vou pegar um caderno e colocar todas as minhas despesas”. No outro dia você pensa “além do caderno, aquela despesa que eu tive nesses dias, não vou ter hoje, não vou gastar tanto”.

No dia seguinte, “além do caderno que eu coloquei todas as despesas, vou ver se não esqueci de nada e vou escolher uma despesa que vou diminuir”.

E depois além da revisão e de escolher uma despesa para diminuir, vou guardar um dinheiro para conseguir pagar uma dívida, ou comprar algo que eu preciso, sem comprometer as outras contas”. Esse é um exemplo de uma atitude que vai fazendo você evoluir na vida financeira todos os dias.

E aí você esquece o passado, esquece o que você não fez ontem, anteontem; e recomeça. Todos os dias a gente tem a chance de um recomeço e todos os dias a gente tem a chance de fazer algo diferente, de melhorar, de evoluir e de se desenvolver. E você vai conseguir, mas, para isso, você precisa ter foco!

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Não remoer erros antigos

 

Eu conheci muita gente que passou a vida pensando naquela naquela decisão de negócios que tomou lá atrás e que não deu certo; naquele convite que fizeram para ser sócio daquela padaria, que acabou não sendo aceito e a padaria deu super certo…

Se você poderia ter investido num negócio aqui, em uma ação de uma empresa que se multiplicou por dez vezes, mas não investiu, ainda podem aparecer outras oportunidades. Então se prepare; você não consegue criar um passado, mas você consegue preparar seu futuro.

O presente é o ato para um futuro melhor. Em finanças, é assim que funciona: você, todos os dias, pode melhorar um pouquinho; vai estudar, ver um curso, ouvir alguma coisa de alguém que teve sucesso. A gente aprende muito com as outras pessoas.

Aliás, eu acho que uma das melhores formas de aprender é com outras pessoas, com os acertos e com os erros, porque assim a gente não tem que dar com a cabeça na parede. Você pode pensar no que o outro fez, naquela pessoa que você admira.

O mundo está cheio de exemplos de pessoas que não tinham dinheiro para nada, estavam quebradas, vinham de lares desestruturados e conseguiram criar uma história de sucesso (e vice-versa).

 

Aprender com os erros (nossos e dos outros)

 

Acredite, é libertador deixar os erros para trás. Você aprende e consegue perceber que tem capacidade para tomar as melhores decisões e fazer as coisas que realmente quer, porque muita gente não acredita em si mesmo e acaba ficando parado no tempo.

Se não for questão de saúde, por pior que seja a situação que você enfrenta, dá para arrumar. Tem muita coisa de graça à disposição na internet, tem pessoas com quem você pode conversar.

Agora, foca! Aprende com o erro, esquece a angústia e a culpa da decisão! Refaz as escolhas, e bola pra frente!

Como diz a canção, “levanta, sacode a poeira, e dá a volta por cima!” 

 

Fonte

CVM – Série CVM comportamental

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA - USP. Executivo em empresas multinacionais nas áreas de desenvolvimento de negócios, marketing e estratégia. Possui ampla experiência no empreendedorismo e hoje divide esses aprendizados. Para isso, o especialista criou e lidera o canal A hora do dinheiro , com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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