Consórcio vale a pena? Entenda 3 casos em que ele pode fazer sentido

Consórcio vale a pena? Entenda 3 casos em que ele pode fazer sentido

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Unsplash - Jakub Zerdzicki
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Descubra quando o consórcio pode valer a pena e para quais perfis ele faz sentido no planejamento financeiro.

Durante muito tempo, o consórcio foi vendido como uma alternativa simples para conquistar bens como carro ou imóvel. Mas quem já estudou um pouco mais sobre finanças sabe que, na maioria dos casos, existem estratégias mais eficientes, principalmente quando falamos de investir o valor das parcelas por conta própria.

Então, o consórcio não vale a pena?

A resposta mais honesta é: depende do seu perfil e do seu comportamento financeiro.

Para quem faz sentido um consórcio?

O consórcio pode fazer sentido principalmente para quem tem dificuldade em manter disciplina para investir regularmente. Diferente de aplicações financeiras, onde você pode parar de aportar a qualquer momento, o consórcio funciona como um compromisso mais rígido e isso, para algumas pessoas, é justamente o que ajuda a construir patrimônio.

Outro ponto importante é o planejamento de médio e longo prazo. Se você não tem pressa para adquirir o bem e consegue esperar pela contemplação, seja por sorteio ou lance, o consórcio pode funcionar como uma ferramenta organizada de acumulação.

Além disso, há uma vantagem prática relevante: não é necessário dar entrada, como acontece em muitas outras formas de aquisição. Isso pode facilitar o acesso ao bem para quem ainda não acumulou um valor inicial.

Transparência e orientação adequadas para o seu consórcio

Em alguns casos, contar com uma administradora que prioriza transparência e orientação adequada faz diferença. Existem iniciativas no mercado, como a Chego Lá Consórcios, que buscam justamente alinhar a escolha do consórcio com o que faz sentido para cada cliente, sem promessas irreais.

Por outro lado, é fundamental entender as limitações. Como tudo na vida, há prós e contras, e você precisa ponderar o melhor para a sua situação. Você não tem garantia de quando será contemplado e existe custo como a taxa de administração.

Por isso, o consórcio não deve ser encarado puramente como investimento, mas sim como uma ferramenta de planejamento.

No fim das contas, ele pode ser útil para quem:

  • Tem dificuldade de poupar sozinho
  • Quer uma forma mais estruturada de planejamento
  • Não precisa do bem imediatamente
  • Valoriza previsibilidade mais do que flexibilidade

Por isso, se organização financeira é um desafio, o consórcio pode ser uma solução prática, desde que bem escolhida.

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais com ampla experiência no mundo corporativo, liderando unidades de negócios, equipes e transformado estratégia em prática por todas as empresas em que trabalhou. Liderou grandes negociações com instituições financeiras de grande porte, com impacto de bilhões de reais em faturamento e receita.

Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA – USP, professor de MBA do IBMEC, colunista da Investing.com, entre outras atividades.

Empreendeu em várias empresas como investidor, em paralelo com a vida executiva, e aprendeu com sucessos e fracassos nesse segmento.

Entendeu e aplicou a importância de ter equilíbrio financeiro ao longo de mais de 30 anos de investimentos em vários setores, com amplo sucesso. Fez 1 milhão de reais de patrimônio antes dos 30 anos de idade, e hoje divide esses aprendizados.

Para isso, criou e lidera a iniciativa A hora do dinheiro, com uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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