Quanto custa manter um animal de estimação?

Essas criaturas fofas que dão amor, companhia e lealdade ganham um espaço cada vez maior nos lares brasileiros. Mas, antes de resolver adotar um animalzinho, é importante saber os gastos médios que essa escolha traz para os tutores. Pensando nisso, colocamos aqui as principais categorias de despesas para você ter uma noção melhor de quanto custa manter um pet em casa.

Quanto custa manter um animal de estimação?

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Resumo – Essas criaturas fofas que dão amor, companhia e lealdade ganham um espaço cada vez maior nos lares brasileiros. Mas, antes de resolver adotar um animalzinho, é importante saber os gastos médios que essa escolha traz para os tutores. Pensando nisso, colocamos aqui as principais categorias de despesas para você ter uma noção melhor de quanto custa manter um pet em casa.

 

Aspectos demográficos

 

Em termos de padrões de crescimento populacional, as últimas décadas têm mostrado um fenômeno de global redução da taxa de fecundidade (número médio de filhos por mulher), especialmente em países com processo de urbanização avançado.

Também colaboram para esse cenário aspectos como avanços da medicina, aumento do nível educacional da população, realização de planejamento familiar, campanhas de educação sexual, aumento da expectativa de vida e, certamente, o aumento dos custos para criação dos filhos.

Todos esses fatores, em conjunto, contribuíram para que o número de nascimentos por mulher caísse de 6,3 em 1960 para 1,94 em 2010.

Taxa de Fecundidade 1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 2010
Brasil 6,16 6,21 6,28 5,76 4,35 2,89 2,38 1,90

Essa diminuição de nascimentos, por um lado, tem favorecido o aparecimento de um outro fenômeno: o de adoção de animais de estimação para as residências de brasileiros.

Talvez por se tratar de um ato que acarreta em custos menores do que ter filhos, o número de lares com animais de estimação aumenta a cada ano, e atingiu a marca de 49 milhões de domicílios com um cão ou um gato.

 

Afinal, quanto custa manter um pet?

 

Quando o assunto são os custos de se ter um animalzinho de estimação em casa, é preciso ter bastante atenção para levar em conta todas as despesas que costumam aparecer ao longo da vida dos bichinhos.

Mesmo sendo uma escolha que impacta em menor intensidade o orçamento familiar, é importante ter um planejamento bem feito para você conhecer o tamanho desses novos gastos em seu orçamento – que, por sinal, farão parte de suas despesas por muitos anos.

Assim, é possível ter uma noção mais próxima dos valores necessários para manter um animal na residência, como gastos com alimentação, cuidados veterinários e outros serviços.

Afinal de contas, é muito triste quando vemos casos de abandono desses seres indefesos, que ficam sujeitos à sorte e a todos os tipos de maldade nas pequenas e grandes cidades do país, simplesmente porque os antigos tutores alegam não ter tido conhecimento dos gastos que viriam junto com o amor incondicional que els direcionam a nós.

Sem mais delongas, se você pensa em adotar um animalzinho, saiba que as principais categorias de custos são:

 

Alimentação

 

A ração será um gasto fixo – seja seu animal de pequeno, médio ou grande porte. O que vai mudar é a necessidade de consumo diário de cada animal. 

Desse modo, animais pequenos apresentam a tendência de comerem menos, enquanto animais maiores precisam de mais energia.

O preço do quilo da ração varia de R$ 15 até R$ 80. O motivo que explica tamanha oscilação de preço é o teor nutricional da ração. Alguns produtos são premium e apresentam nutrientes específicos para necessidades de determinadas raças.

 

Itens de higiene

 

Os mais comuns são xampus para banho, que giram em torno de R$ 9 a R$ 60.

Também existem xampus de categoria premium para necessidades específicas ou medicamentosas e, assim, podem chegar na faixa dos R$ 200.

Outros itens de higiene que devem ser levados em conta são materiais para limpeza do xixi e cocô dos animais, como desinfetantes, sabão, água e papéis absorventes e a famosa caixinha de areia.

 

Roupas e cobertores

 

Mesmo que você viva em uma região quente, há certas épocas do ano em que as temperaturas caem, e os animais sentem frio.

Por isso, é importante ter, ao menos, uma roupinha para esses dias mais frios, juntamente com um cobertorzinho para acompanhar na hora de dormir.

Desse modo, os custos com essa categoria costumam ficar na faixa de R$ 30 a R$200.

 

Saúde

 

Certamente, você passará a frequentar clínicas veterinárias ao longo da vida de seu animal de estimação.

Desde o nascimento, é preciso manter a carteira de vacinação em dia, e isso acarreta custos, naturalmente.

Quando a idade vai avançando, pode ser recomendada a realização da castração (que pode evitar inúmeras doenças nos anos seguintes).

Além disso, os bichinhos também ficam doentes, e é preciso ter em mente que uma emergência de saúde pode aparecer a qualquer momento.

Com isso em mente, o preço de uma simples consulta de rotina ao veterinário pode variar de R$ 120 a R$ 300.

 

Você também pode se interessar: conheça iniciativas gratuitas de cuidado ao pets em cidades do Brasil.

 

Brinquedos e hospedagens

 

Os mais baratos: bolinhas e ossinhos custam, em média, de R$ 6 a R$ 20. Caminhas e casinhas ficam em torno de R$ 40 a R$ 800, sem levar em conta os produtos premium para essa categoria.

Você também pode vir a precisar de um serviço de hospedagem animal quando estiver viajando e não puder manter seu pet sozinho em casa. 

Nesse caso, as diárias em hotéis para pets ficam entre R$ 50 a R$ 200, a depender do tamanho do animal, da estrutura oferecida no local e dos preços da região.

Se você preferir algo mais individualizado para seu animalzinho, os chamados anfitriões são pessoas cadastradas em plataformas que se disponibilizam a cuidar do animal por um determinado número de dias. 

 

Fonte

 

Exame
IBGE

 

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais com ampla experiência no mundo corporativo, liderando unidades de negócios, equipes e transformado estratégia em prática por todas as empresas em que trabalhou. Liderou grandes negociações com instituições financeiras de grande porte, com impacto de bilhões de reais em faturamento e receita.

Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA – USP, professor de MBA do IBMEC, colunista da Investing.com, entre outras atividades.

Empreendeu em várias empresas como investidor, em paralelo com a vida executiva, e aprendeu com sucessos e fracassos nesse segmento.

Entendeu e aplicou a importância de ter equilíbrio financeiro ao longo de mais de 30 anos de investimentos em vários setores, com amplo sucesso. Fez 1 milhão de reais de patrimônio antes dos 30 anos de idade, e hoje divide esses aprendizados.

Para isso, criou e lidera a iniciativa A hora do dinheiro, com uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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