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Como o resultado da Copa influencia a economia?

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Foto: Br Photo - Dreamstime
Resumo – Quais setores da economia sentirão maior impacto com os jogos da seleção na Copa do Mundo? O desempenho do Brasil no torneio trará maior crescimento do PIB?
 
Ano de Copa do Mundo e o brasileiro já começa a sonhar com o tão esperado hexacampeonato, mas, como de fato ele pode impactar de maneira positiva ou negativa?
 
 

Quais são os setores mais impactados?

 
Quando falamos dos varejistas do setor de festas, comidas e bebidas, é natural que o faturamento aumente à medida que o Brasil ganhe cada jogo e, com isso, no final das contas, o hexacampeonato faz a alegria dos torcedores e dos donos de comércios.
 
Outros setores também são impactados pela Copa do Mundo, como os de roupas, assinatura de canais esportivos e a venda de novos aparelhos de televisão.
 
 

Caso o hexa venha, qual setor poderá ter um maior faturamento?

 
Caso o hexacampeonato vire realidade, o senso comum sugere que o brasileiro, em geral, fique naturalmente mais eufórico.
 
Dessa forma, não seria estranho supor que, movidas pela alegria, muitas pessoas tomarão mais decisões movidas por impulso.
 
João Victorino, administrador especialista em finanças pessoais, explica que a vantagem econômica a partir do desempenho positivo da seleção reflete o avanço da euforia dos torcedores.
 

“No caso de uma eventual conquista da nossa seleção, uma sensação de otimismo pode ser gerada nas pessoas, o que gera um maior fluxo de investimento em negócios por expectativa de aumento de demanda”, afirma Victorino.

 
É importante lembrar que, diferentemente das outras edições de Copas, esta será realizada muito próximo do Natal, com a final marcada para 18 de dezembro.
 
Portanto, em que medida os gastos com as festividades de fim de ano seriam direcionados para eventuais comemorações de um possível título?
 
Essa resposta, teremos que esperar para ver, uma vez que já estaremos, naturalmente, em um período em que o consumo é maior.
 
 

E se não ganharmos a Copa? Algum ramo de economia sentiria em maior intensidade os efeitos de uma eliminação?

 
Caso não seja campeão, o fator mais importante a se levar em conta, certamente, é o número total de partidas que a Seleção poderá disputar.
 
Caso ela chegue à final, serão sete jogos. Sete oportunidades para os setores mencionados obterem faturamento substancial.
 
 

Existe uma correlação entre o desempenho da seleção no torneio e os números da economia brasileira?

 
Não há uma clara relação de causa e efeito encontrada entre um título mundial e o aumento do desempenho da economia do país vencedor.
 
Entretanto, em pesquisa feita por um banco americano com dados desde 1974, o estudo mostra que os índices das bolsas dos países campeões subiram, em média, 3,5% a mais que as referências globais no mês posterior ao campeonato. A única exceção foi o Brasil de 2002, que não obteve essa vantagem.
 
Ainda assim, essa alegria dura pouco: o mesmo estudo nos mostra que, após quatro meses da euforia do título, os mercados locais tendem a ter uma performance 4% abaixo das médias globais.
 
A conclusão a que podemos chegar é a seguinte: haverá setores mais positivamente impactados que outros, mas, no geral, os resultados da Seleção na Copa do Mundo não costumam impactar diretamente a economia do país.
 
 

O PIB brasileiro em ano de Copa

 
Nos anos em que a Seleção foi campeã, não há uma correlação que estabeleça um vínculo claro entre título mundial e maior crescimento do PIB.
 
Mas, em levantamentos que fizemos nos bancos de dados do IBGE, observamos que, dos cinco títulos mundiais da Seleção Brasileira, em quatro oportunidades o PIB do nosso país cresceu a uma taxa maior que no ano anterior ao título. Por outro lado, o PIB do ano seguinte ao título sempre cresceu menos que o anterior, com exceção de 1970.
 
A maior parte dos efeitos econômicos são sentidos pelos países-sede de cada edição do evento, com destaque para o setor de infraestrutura. Todavia, podemos observar faturamentos mais robustos também em setores de varejo, alimentação e turismo nos demais países participantes.
 
 
Por João Victorino
Administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. 
Formado em administração de empresas e com MBA pela FIA-USP
 
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