A hora do dinheiro logo

Sumário

Tamanho da fonte-+=
Tamanho da fonte-+=

Sobre vinhos caros e vinhos baratos

Sumário

4 min para ler
Tamanho da fonte-+=
Getting your Trinity Audio player ready...

 

Will Howe / shutterstock

 

Resumo Será que vinhos mais caros serão sempre melhores e mais saborosos que aqueles com um preço mais em conta? Ou seria a totalidade da experiência (uma boa companhia, estado de humor, ambiente certo, refeição que combine com a bebida) a principal responsável pela sensação prazerosa de se consumir a bebida de Baco? Veja mais sobre isso neste texto e participe da discussão. 

 

Hoje o papo é sobre bebidas

 

Normalmente, aqui em ahoradodinheiro, a conversa é sobre hábitos financeiros, planejamento, negociação de dívidas, produtos de investimento, e por aí vai. Mas hoje o assunto no texto vai um pouco mais  longe. Invadimos o seu jantar e o seu almoço para falar sobre a bebida de Baco.

O vinho vem se popularizando ao longo do tempo no Brasil. Ele é uma bebida que está caindo no gosto da população, sendo consumida cada vez mais ao longo dos anos, tornando-se motivo de conversa para profissionais e também curiosos. Por esse motivo, é certo que encontraremos conhecedores do tema com uma frequência cada vez maior.

 

O consumo de vinho no Brasil

 

O consumo de vinho vem aumentando muito no Brasil nos últimos anos.

Para você ter uma ideia, o brasileiro bebeu 2,6 litros de vinho em 2020 (métrica usada mundialmente – litros totais de vinhos consumidos dividido pela população), segundo a Organização Mundial do Vinho. Esse número era de 1,6 litros em 2010. Ou seja, tivemos um crescimento de mais de 60% no período. 

Existem hoje centenas de novos importadores, lojas, marcas e plataformas digitais que vendem vinhos. Produtos dos mais variados tipos e preços, espalhados por todo o país. 

Ainda temos que reforçar que no país são produzidos bons vinhos. A produção nacional é  cada dia mais presente  e de ótima qualidade.

O Brasil já tinha uma boa fama com a produção de espumantes e vinhos brancos de ótima categoria e agora, mais recentemente, se fala dos vinhos tintos. Que também estão sendo reconhecidos por sua qualidade.

Quem quiser se aprofundar e se tornar um especialista pode procurar vários cursos à disposição na internet ou nas associações de bebedores e profissionais do vinho.

Também é muito comum, hoje em dia, você ver nos restaurantes um profissional chamado sommelier, contratado para ajudar as pessoas a escolherem um bom vinho tinto ou branco.

Mas, aqui no portal ahoradodinheiro, nossa conversa vai se direcionar sempre para questões mais ligadas ao mundo das finanças e das economias.

 

Sobre vinhos caros e vinhos baratos

 

Aí vai uma pergunta que é provocativa: vale a pena pagar caro por vinhos? Vinhos mais caros têm mesmo uma qualidade superior e proporcional a outros vinhos?

Seria o consumo de vinhos caros uma demonstração de um gosto raro para captar as essências, sabores, taninos, equilíbrios e todos os outros termos do longo dicionário da indústria? Ou isso seria uma demonstração de capacidade financeira e nossos paladares não teriam essa percepção toda? A discussão é longa e não tem uma conclusão definida.

Queremos, aqui, provocar você em relação a esse tema.

Normalmente, os vinhos mais caros são os das casas mais famosas e tradicionais do mundo, ou os vinhos mais bem pontuados nos concursos de vinhos. 

Ou seja, nesses concursos, especialistas provam o vinho em seu lugar para dizer quais são os melhores, e portanto aqueles que serão mais consumidos.

 

E como ocorrem esses concursos?

 

Os especialistas se reúnem por alguns dias no mesmo local, na mesma hora, para experimentar uma quantidade grande de rótulos (normalmente de um tipo a cada dia). Cabernet Sauvignon no primeiro dia, Merlot no segundo, e assim vai. 

Experimentar não é a melhor palavra para usar porque os avaliadores não bebem o vinho normalmente, eles primeiro olham para a bebida, avaliam os seus aspectos visuais, depois cheiram para darem notas sobre o olfato e, por fim, eles dão um gole que fica na boca como se fosse tipo enxágue (quase um bochecho) e depois cospem. Eles não engolem o vinho, isso ajuda para que não se embriaguem, não atrapalhando a sua capacidade de julgamento.

Esse processo acontece às cegas, ou seja, sem saberem qual é o rótulo e a marca do vinho que está sendo provado. 

O problema é que, ao longo do tempo, em muitas ocasiões, tem havido uma confusão em relação ao julgamento. Alguns vinhos que têm notas altas em alguns concursos não têm boas avaliações em outros. Também acontece, com frequência, de vinhos que não são os mais caros apresentarem notas muito boas e, às vezes, até ganhando os concursos.

Há muitas variáveis que vão influenciar o resultado, como a temperatura do local em que a pessoa comeu suas refeições antes de provar a bebida, a quantidade de vinhos testados, etc.

 

Esses concursos são confiáveis?

 

Existe a história  de um produtor de vinhos da Califórnia que ficou curioso com o fato de seus vinhos terem pontuações muito diferentes em vários concursos. Uns recebiam notas muito boas num concurso e, em outros concursos, recebiam notas muito ruins.

O que ele fez para resolver esse problema? Colocou mostras do mesmo vinho em três recipientes distintos para o mesmo avaliador, como forma de validar a consistência da opinião dos avaliadores.

Qual foi o resultado que ele obteve? Ele verificou que não houve uma consistência dos resultados fornecidos pelos avaliadores. Só em 50% dos casos as notas tingidas para os vinhos eram semelhantes. Ou seja, a mesma chance de obter cara ou coroa ao jogar uma moeda para o alto.

A conclusão a que esse produtor chegou é que, dificilmente,  os resultados dessa avaliação poderiam ser levados em consideração (como uma forma confiável de classificação).

Essa história serve para nos provocar a ideia dos produtos que nós consumimos, sobre as marcas atreladas a eles, quem os classifica. Claro que no final a ideia é vender mais e colocar o produto como objeto de desejo…

Do nosso lado, temos a opinião de que o melhor vinho é aquele que agrada ao seu paladar e com o qual você tem prazer de beber na companhia de quem você gosta (ou até mesmo apenas com sua própria companhia), o que ajuda nas reflexões!

Saúde!

330 Visualizações
0Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *