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Três pontos que impedem o brasileiro de investir

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Imagem: Denrud - Depositphotos
 

Resumo – O número de pessoas com dívidas está alcançando níveis nunca antes vistos no país. Com dificuldades para cumprir os compromissos e obrigações do dia-a-dia, a maioria das pessoas não consegue se organizar para iniciar o hábito saudável de investir. Mas quais são os principais motivos que impedem o brasileiro de investir? Ainda, como podemos superar estas dificuldades e iniciarmos nossos investimentos?

 

Endividamento Recorde

 

De acordo com um levantamento da Fecomércio, a capital paulista bateu o recorde de endividamento.

O percentual de famílias com dívidas saltou de 74,1% (junho), para 75,4% (julho), totalizando 3,2 milhões de paulistanos com dívidas neste mês, e 393 mil lares endividados há mais de um ano.

Com base no elevado nível de endividamento, a maioria das pessoas nessa situação direciona seus esforços e salários para quitar essas dívidas, não dando muita atenção aos investimentos financeiros.

 

Entendendo o “Financês”

 

Além disso, as pessoas até possuem interesse em aprender a lidar melhor com o dinheiro, mas os termos conhecidos popularmente como financêsdificultam o processo de entendimento do grande público.

João Victorino, especialista em finanças pessoais e idealizador do canal A Hora do Dinheiro, tem como missão ajudar a população a melhorar suas finanças, desenvolvendo matérias e vídeos com o intuito de instruir, utilizando uma linguagem objetiva e inclusiva.

 

Diante disso, o especialista identificou 3 pontos principais que impedem o brasileiro em investir, são eles:

 

1. Baixa renda: o salário do brasileiro é muito baixo, impossibilitando de pagar suas contas e sobrar dinheiro para os investimentos;

2. Falta de conhecimento: não é comum o ensino sobre educação financeira nas escolas, então a população brasileira não tem acesso a esse tipo de aprendizado. Da mesma forma que não é possível aprender em casa, pois os pais e avós também não receberam esse conhecimento;

3. Somos cercados por estímulos de consumo: todos os dias somos bombardeados nas redes sociais e na televisão a adquirirmos algum produto ou serviço. As propagandas procuram convencer o espectador de que ele precisa daquilo, mas muitas vezes ele acaba comprando por impulso algo desnecessário.

Para assistir ao vídeo na íntegra, clique aqui.

 

A dica principal para começar a investir:

 

O especialista lembra que não são necessárias grandes quantias em dinheiro para iniciar um investimento.

“Minha principal dica para quem quer ingressar no mercado, além deixar uma reserva em dinheiro, é analisar algumas características que ajudarão a definir o perfil de risco do investimento, são eles: liquidez (tempo para resgatar seu dinheiro), rentabilidade (retorno obtido/esperado) e risco (chance de perder o dinheiro).”

“Com base nisso, será construído o perfil de investimento, que leva em conta a propensão ao risco da pessoa, objetivos do investimento e horizonte temporal para resgate (curto, médio e longo prazo), etapa da vida em que se encontra, entendimento sobre o produto financeiro, restrições pessoais (situação atual das finanças pessoais)”, conclui João.

Sobre João Victorino João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Ibirapuera e MBA pela FIA-USP. Após vivenciar os percalços e a frustração de falir e se endividar, a experiência lhe trouxe aprendizados fundamentais em como lidar com o dinheiro.

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