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Os três pilares de qualquer investimento

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raw f8 / shutterstock

 

Resumo: Saber quais os itens que participam na tomada de decisão é importante na sua jornada no mundo das finanças pessoais. As três características fundamentais de qualquer investimento são descritas e comentadas no texto abaixo e vão ajudar a melhorar seu entendimento do processo de investimento.

 

Os investimentos, de forma geral, devem ser analisados a partir de três características fundamentais que ajudarão a definir o perfil de risco do investidor e da investidora.

Esses atributos, também conhecidos como tripé dos investimentos, ou tríade dos investimentos, impactam diretamente os resultados, a segurança de seus papéis e a velocidade de saque. Vamos entender mais a fundo esses atributos. São eles:

 

Liquidez

 

Rentabilidade

 

Risco

 

Liquidez

 

A liquidez representa a facilidade que você terá para transformar aquele produto investido em caixa, ou seja, ela está relacionada à velocidade/tempo para resgatar seu dinheiro.

Quanto maior a liquidez de um produto de investimento, mais rápido você conseguirá ter o dinheiro depositado na sua conta.

Em geral, a liquidez (também chamada prazo para resgate) é mostrada pelos agentes do mercado (bancos, corretoras, plataformas de investimento) no formato abaixo:

D+1 / D +30 / D+360 = representa em quantos dias o seu dinheiro estará disponível para seu uso após o dia em que você solicita o resgate. Você deve imaginar, claro, que qualquer prazo é possivel. Sim, no mercado, temos tipos de investimentos com qualquer prazo.

Também podem ser representados como D1, D2, D3 e assim por diante.

Curiosidade: Podem existir títulos sem liquidez?

Resposta: Sim, tecnicamente você pode ter uma ação de uma empresa e, ao tentar vendê-la, ninguém desejar comprá-la.  Digamos que a empresa foi á falência, teve um super problema que vai impedir a continuidade das atividades. Nesse caso, poderíamos dizer que a liquidez da ação dessa empresa é nula. Como dizem no mercado: “você está com um mico nas mãos”.

Tenha sempre muita atenção para investir em bons títulos, com boa liquidez, e evite o que você não conhece.

 

Rentabilidade

 

A rentabilidade é o retorno obtido (ou esperado) para o investimento ao longo de um período de tempo. Existem, também, a rentabilidade bruta, que representa o retorno obtido antes de impostos e custos operacionais (também conhecida como rentabilidade nominal, que não leva em conta os índices de inflação para o período).

Ainda, existe a rentabilidade líquida, que é o valor resultante da dedução destes elementos. Ela também pode ser considerada a rentabilidade real (que leva em conta essas deduções e os efeitos da inflação).

Os bancos, corretoras e demais instituições do mercado normalmente apresentam o retorno de seus investimentos na forma nominal.

A rentabilidade pode ser expressa, mais comumente, em formato ao dia, ao mês ou ao ano.

Exemplos:

  1. 10% a.a. (dez por cento ao ano)
  2. 2% a.m. (dois por cento ao mês)
  3. 0,5% a.d. (meio por cento ao dia)

 

Risco

 

O risco, por fim, está relacionado à chance de se perder o dinheiro de maneira permanente em um investimento – essa chance pode estar relacionada ao valor total do seu investimento ou a parte dele. Digamos que você investiu em um fundo imobiliário (FII) e, por algum problema de inadimplência dos locatários dos imóveis que compõem o fundo, os dividendos foram reduzidos ou não pagos em um determinado mês.

Essa insegurança no pagamento dos dividendos aumentou muito a sua percepção de perda de parte de seu dinheiro, a qual você já esperava. Isso é Risco.

Via de regra, quanto maior o risco de uma operação, maior a possibilidade de se obter altos retornos com essa aplicação (assim como as chances de perda também aumentam).

De maneira inversa, quanto menor for o risco de um investimento, menores serão as chances de perda (assim como diminuem as possibilidades de retornos expressivos).

Existem vários riscos envolvidos em investimentos. Vamos exemplificar:

 

Risco Operacional – a possibilidade de perder dinheiro num investimento que foi mal administrado – Ações de empresas com executivos incompetentes.

Risco Legal – Uma modificação na legislação que causa uma perda definitiva para seu investimento.- Aumento de algum imposto sobre um título que não ainda não está apto a ser liquidado/recebido.

Risco Reputacional – Uma queda na confiabilidade da empresa que vende uma debênture, por algum escândalo de má gestão.

Risco Ambiental – cada vez mais discutido e levado em consideração nos investimentos – uma empresa que comete algum crime ambiental, ou não segue uma regra, colocando em risco seus negócios ou parte deles. Vários exemplos vem ocorrendo nos últimos anos – empresas que têm plantas fabris com problemas de segurança aos funcionários, que sujam o meio ambiente, ou produzem produtos sem a devida fiscalização de qualidade. Estruturas que causam acidentes de grande magnitude, impactando a comunidade ao redor. Vazamentos de produtos contaminantes, entre outros.

 

Perfis de Investimento – construídos sobre esses pilares

 

Agora que entendemos um pouco mais sobre risco, retorno (rentabilidade) e liquidez, podemos dar continuidade em nossa caminhada.

Com base nesses conceitos, serão construídos os perfis de investimento, que levam em conta a propensão ao risco da pessoa, objetivos do investimento e horizonte temporal para resgate (curto, médio, longo prazo), etapa da vida em que ela se encontra, entendimento sobre o produto financeiro, restrições pessoais (situação atual das finanças pessoais).

 

Veja também: o que são os perfis de investimento?

 

Fonte

 

CVM – Série Planejamento Financeiro Pessoal

 

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