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Oferecida por bancos e fintechs, função “cofrinho” ganha adeptos. Saiba o que achamos dela

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Imagem: Yana Bahuk - Dreamstime

Resumo – você sabia que alguns bancos digitais oferecem a possibilidade de guardar dinheiro em “caixinhas” específicas? 

 

Uma coleção de cofrinhos

 

Desde 2022, alguns bancos digitais no Brasil oferecem a opção de guardar parte de seu dinheiro em determinadas “reservas”, “cofrinhos” ou “caixinhas” para ajudar a organização da vida financeira de seus clientes.

De acordo com as instituições analisadas, essa era uma demanda dos próprios clientes desses bancos, que há tempos pediam por uma maneira de ajudar a organizar suas economias de forma simples e rápida.

Além disso, algumas dessas companhias também oferecem a possibilidade de não apenas personalizar a sua “reserva” de acordo com determinados objetivos de vida, como também estipular prazos para atingir esses objetivos.

 

Metas e objetivos

 

Dentre os objetivos almejados com essa nova funcionalidade, estão ajudar a formação de reserva de emergência, realização de uma viagem, reforma da casa, investimento na carreira profissional, entre outros.

Além disso, há a possibilidade de a pessoa criar seus próprios objetivos, como economizar para a festa de casamento, para a faculdade dos filhos, fazer uma pós-graduação, etc.

 

Rentabilidade dessas “caixinhas”

 

As plataformas que oferecem esse serviço, geralmente*, deixam o dinheiro ali depositado render a uma taxa muito próxima do CDI.

Algumas outras questões em que os clientes devem ficar atentos são:

  • Procure não retirar o montante depositado durante um período menor que 30 dias, para não pagar IOF;
  • Além disso, algumas instituições não oferecem rentabilidade nos primeiros 30 dias. Somente após esse tempo, o rendimento aparece de forma retroativa (compensando o primeiro mês).

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Garantias

 

Com relação à segurança, nem todos os produtos que oferecem essa funcionalidade “cofrinhos” estão sob a garantia do FGC (com o limite de R$ 250 mil por instituição, com cada CPF podendo ter garantia sobre depósitos em até 4 instituições, somando o total de R$ 1 milhão).

 

*Observação importante

 

Verifique com atenção onde a instituição vai colocar o dinheiro de sua “caixinha” nesse tempo, pois há casos em que o capital dos clientes é direcionado para fundos de crédito privado, com participação em debêntures (empréstimos para empresas via mercado de capitais).

Isso não é o mais recomendável para quem deseja formar uma reserva de emergência, visto que este investimento pode apresentar rentabilidade negativa em determinados momentos de estresse.

Dessa forma, se a sua principal preocupação é a segurança e a liquidez (capacidade de retirar esse valor de forma imediata, sem desvalorização), o mais interessante seria não deixar nestes produtos.

 

Vantagens e desvantagens

 

João Victorino, especialista em finanças pessoais, afirma que esta modalidade de guardar dinheiro fornece praticidade aos clientes, que não precisam mais ter que criar contas em mais de uma instituição para organizar suas economias.

A psicologia econômica nos ajuda a pensar que colocar o dinheiro em “locais” específicos cria uma sensação de compromisso com aquele recurso, podendo servir de proteção e barreira à vontade de acessar aquele dinheiro e usá-lo para outra coisa. 

Afinal, precisamos de apoio psicológico para várias coisas. Se temos um cofre onde guardamos o dinheiro das férias com a família, vai ser mais difícil gastar esse dinheiro em outras coisas. Parece ser uma ideia interessante e merece estímulo. 

Por outro lado, as instituições não apoiam muito iniciativas de educação financeira mais profundas. Cursos sobre o tema e alertas quando a pessoa estiver gastando muito também ajudariam bastante nesse sentido.

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA - USP. Executivo em empresas multinacionais nas áreas de desenvolvimento de negócios, marketing e estratégia. Possui ampla experiência no empreendedorismo e hoje divide esses aprendizados. Para isso, o especialista criou e lidera o canal A hora do dinheiro , com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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