

Resumo – Os 5 erros mais comuns ao sair da Poupança e investir no Tesouro Direto. Descubra quais são para investir com segurança e rentabilidade.
O tema “investimentos” sempre gera dúvidas entre os brasileiros. Afinal, qual é a melhor opção? Qual é a mais segura? A resposta correta é: depende. O que realmente importa é conhecer o perfil do investidor e os objetivos financeiros antes de decidir onde colocar o dinheiro. Só depois dessa definição é possível escolher o caminho mais adequado, como sair da Poupança e começar a investir no Tesouro Direto.
Ao migrar da Poupança para os títulos públicos, muitos investidores iniciantes se assustam com a volatilidade. Essa oscilação acontece principalmente nos títulos prefixados e nos títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+). No curto prazo, os preços variam bastante, mas esse movimento só afeta quem precisa resgatar antes do vencimento.
Quando o objetivo é de longo prazo, a volatilidade pode se transformar em uma oportunidade. Se os preços caem, é possível comprar mais barato e garantir uma taxa melhor até o vencimento. Já quem prefere tranquilidade pode optar pelo Tesouro Selic, cuja oscilação é bem mais suave e acompanha a taxa básica de juros da economia.
Para ajudar quem está dando os primeiros passos, listamos os 5 erros mais comuns de quem sai da Poupança e entra no Tesouro Direto:
1. Resgatar títulos prefixados ou IPCA+ antes do vencimento
Muitos investidores compram esses títulos sem entender que o valor oscila no curto prazo. Se houver necessidade de resgate antecipado, podem acabar vendendo com prejuízo. O ideal é respeitar o prazo até o vencimento.
2. Não considerar a liquidez
A Poupança oferece liquidez imediata, mas o Tesouro Direto leva um dia útil para que o dinheiro esteja disponível na conta. Por isso, ao montar a reserva de emergência, o indicado é usar Tesouro Selic ou fundos DI de resgate rápido.
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3. Ignorar os impostos
Ao contrário da Poupança, o Tesouro Direto sofre cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos. A alíquota começa em 22,5% e cai para 15% após dois anos. Mesmo assim, na maioria dos casos, os títulos públicos rendem mais que a Poupança, desde que sejam mantidos até o vencimento.
4. Esquecer da data de aniversário da Poupança
Muita gente saca o dinheiro da Poupança sem prestar atenção à data de aniversário. Se o resgate for feito antes de completar 30 dias, o investidor perde o rendimento daquele mês. A recomendação é sempre aguardar o ciclo para não sair no prejuízo.
5. Não buscar conhecimento sobre o investimento
O maior erro é investir sem aprender. Dedicar um tempo para entender como funciona o Tesouro Direto é essencial para evitar frustrações e tomar decisões mais seguras.
Além de evitar esses erros, uma boa forma de se proteger é diversificar dentro do Tesouro Direto. Imagine um investidor com R$ 5.000 para aplicar. Ele pode dividir em três partes: R$ 1.700 em Tesouro Prefixado, R$ 1.700 em Tesouro IPCA+ e o restante em Tesouro Selic. Dessa maneira, equilibra o risco e sempre terá proteção caso uma aposta não se confirme.
O ponto central é simples: a melhor estratégia é definir prazo e objetivo antes de investir. Assim, evita-se o erro de resgatar títulos em momentos ruins e garante-se que cada aplicação esteja alinhada com as necessidades do investidor.
👉 Quer continuar aprendendo sobre investimentos? Explore outros conteúdos aqui no blog A Hora do Dinheiro e descubra como dar passos mais seguros rumo à sua independência financeira.


Por João Victorino
João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais com ampla experiência no mundo corporativo, liderando unidades de negócios, equipes e transformado estratégia em prática por todas as empresas em que trabalhou. Liderou grandes negociações com instituições financeiras de grande porte, com impacto de bilhões de reais em faturamento e receita.
Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA – USP, professor de MBA do IBMEC, colunista da Investing.com, entre outras atividades.
Empreendeu em várias empresas como investidor, em paralelo com a vida executiva, e aprendeu com sucessos e fracassos nesse segmento.
Entendeu e aplicou a importância de ter equilíbrio financeiro ao longo de mais de 30 anos de investimentos em vários setores, com amplo sucesso. Fez 1 milhão de reais de patrimônio antes dos 30 anos de idade, e hoje divide esses aprendizados.
Para isso, criou e lidera a iniciativa A hora do dinheiro, com uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.
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