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Fazer doações e praticar filantropia vão fazer de você uma pessoa melhor.

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Imagem: Victority - dreamstime

Resumo– Veja 7 maneiras de ajudar instituições filantrópicas, sem impactar seu orçamento.

 

Diferença entre filantropia e assistencialismo

 

A Filantropia tem como objetivo erradicar as causas das desigualdades sociais, equilibrando a economia em níveis educacionais, de saúde, culturais, entre outros aspectos.

A filantropia pode também ser vista como um investimento social feito por entidades privadas, com a expectativa de gerar resultados sociais positivos, e sem fins lucrativos. Atualmente, esta ação é chamada de “investimento de impacto”.

O assistencialismo, por sua vez, procura realizar ações paliativas de curto prazo, sem a busca por soluções estruturais do problema em questão.

Na maioria das vezes, são projetos conduzidos por órgãos governamentais / públicos.

 

Filantropia no Brasil

 

Não é raro encontrarmos pedidos de doação para a caridade ao longo do ano. 

Seja por questões de saúde, vulnerabilidade social, educação, cultura ou mesmo a causa animal: essas campanhas costumam ser bastante ativas nas mídias.

No entanto, ainda que a solidariedade seja, de modo geral, incentivada pelas mais variadas associações e entidades da sociedade, raramente vemos a filantropia ocupar o espaço desejado no orçamento das famílias e de companhias.

No último levantamento do World Giving Index (índice de Doação no Mundo), o Brasil ficou na 68ª posição no quesito doação para filantropia.

Dentre as possíveis causas, podem ser mencionados o baixo nível de renda média da população, assim como a falta de incentivos governamentais.

Para termos uma ideia, existe um imposto estadual, chamado ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), que costuma pegar até 5% do valor das doações.

 

Organizando as contas pessoais

 

Claramente, é preciso reconhecer que muitas pessoas não estão em condições de poder contribuir financeiramente para uma causa nobre, muito embora, na maioria das vezes, elas até quisessem ajudar. 

No entanto, podemos transformar este sentimento fraterno em um objetivo a ser alcançado, que nos estimule a melhorar nossas próprias condições pessoais para, assim, termos mais capacidade de transformar nossa comunidade para melhor.

 

Estratégias de planejamento para engajar-se com a filantropia

 

Assim, vamos ver algumas estratégias de planejamento para que você consiga manter uma constância em suas doações – sem afetar sua saúde financeira.

 

1. Saiba o impacto da doação em seu orçamento. Depois, siga o plano à risca.

 

Quando você consegue enxergar, com previsibilidade, o dinheiro que entra e sai de sua conta, fica mais fácil descobrir se há espaço para contribuir à filantropia – sem impactar suas finanças pessoais

Se você quiser uma ferramenta para gerir seu orçamento pessoal, nós, da equipe ahoradodinheiro, disponibilizamos a você uma planilha 100% grátis.

 

2. Pense primeiro em sua estabilidade financeira

 

Para ajudar os demais, é importante que você esteja bem. 

Assim como em uma cabine de avião despressurizada, você deve, primeiro, colocar a sua própria máscara de oxigênio para, então, auxiliar quem estiver precisando de ajuda.

Da mesma forma, se a sua situação financeira estiver complicada, faça uma pausa na doação até conseguir se estabilizar novamente.

 

3. Procure investir em iniciativas com as quais você se identifique

 

Com isso, você terá mais chances de manter o interesse e a motivação para continuar doando periodicamente, uma vez que você certamente escolherá uma causa importante para você.

 

4. Busque instituições idôneas

 

Faça uma pesquisa para verificar o passado da instituição. Veja se ela está envolvida em processos judiciais, e a natureza desses processos.

Muitas entidades poderão disponibilizar seu relatório de atividades, assim como demonstrativos contábeis.

 

5. Aproveite os incentivos financeiros (abatimentos)

 

Algumas destinações de suas contribuições podem ser abatidas do Imposto de Renda. São elas:

I. Fundos ligados ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Isso inclui os fundos controlados pelos conselhos municipais, estaduais, distrital ou nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente;

II. Fundos do idoso controlados pelos conselhos nacional, distrital, estaduais ou municipais;

III. Incentivo à cultura. Isso inclui doações ou patrocínios por meio de contribuições ao Fundo Nacional de Cultura (FNC), assim como apoio direto. Neste caso, o apoio deve ser que enquadrado nos objetivos do Programa Nacional de Apoio à Cultura, a programas, projetos e ações culturais;

IV. Incentivo à atividade audiovisual;

V. Incentivo ao esporte. Doações ou patrocínios no apoio direto a projetos esportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte;

Do total do imposto sobre a renda devido, podem ser feitas doações, no momento de preenchimento da declaração anual do imposto de renda, de até 3% deste montante para cada fundo acima mencionado.

No total, o limite das doações é de 6% do imposto devido. 

 

6. Reserve um espaço no orçamento para doações eventuais

 

É difícil não encontrar pessoas necessitadas nas ruas pedindo ajuda. Muitas vezes, crianças fazem esse trabalho, e é difícil não se sensibilizar com a cena.

Mesmo que exista um debate acerca da efetividade de se dar dinheiro a essas pessoas, caso você decida ajudar, o valor destinado a esta ação também deve estar previsto em seu orçamento.

 

7. Você também pode doar seu tempo.

 

Se você ainda não consegue contribuir periodicamente, o não sente segurança quanto ao uso dos recursos doados às instituições, você pode doar outro ativo: seu tempo e sua atenção.

Envolvendo-se pessoalmente com a causa, você certamente terá muitos aprendizados pessoais de convivência.

 

Fontes

  • CAF
  • Exame
  • EY
  • Receita Federal do Brasil

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA - USP. Executivo em empresas multinacionais nas áreas de desenvolvimento de negócios, marketing e estratégia. Possui ampla experiência no empreendedorismo e hoje divide esses aprendizados. Para isso, o especialista criou e lidera o canal A hora do dinheiro , com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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