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Jogadores do Palmeiras caem em golpe financeiro com crypto! Qual o risco de acontecer o mesmo com você?

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Imagem: Alexey Novikov - Dreamstime

Resumo – Veja 5 lições que podemos tirar do caso envolvendo os atletas do clube paulista de futebol e seus investimentos em criptomoedas.

 

Breve resumo do caso

 

Nos últimos dias, um dos temas mais quentes das redes passou a ser a notícia de que jogadores  da equipe de futebol do Palmeiras sofreram um golpe que envolvia supostos investimentos em criptomoedas.

Dentre os jogadores que amargaram prejuízos milionários, estariam o goleiro Weverton (convocado para a última Copa do Mundo do Catar), o lateral Mayke e o meio-campista Gustavo Scarpa (eleito o melhor jogador do campeonato brasileiro de 2022).

O episódio vinha se arrastando há muitos meses em âmbito privado, mas foi divulgado ao público nas últimas semanas.

Segundo as informações apuradas até o momento, em junho de 2020, o ex-jogador do clube, William Bigode (atualmente no Athletico Paranaense), havia convencido seus ex-companheiros de time a colocarem parte de seus patrimônios neste investimento, por intermédio de outra companhia, da qual o próprio William é sócio, chamada WLJC.

Dessa forma, a empresa de William Bigode receberia um percentual dos investimentos realizados pelas pessoas por ele indicadas. Isso, caso confirmado, pode configurar um esquema de pirâmide, o que é um crime contra a economia popular.

 

Quando a esmola é demais, o santo desconfia

 

A promessa era de que os lucros poderiam chegar à casa dos 5% ao mês

Essa possibilidade de ganhos acima da média do mercado tradicional de investimentos pode, certamente, ter contribuído para que Gustavo Scarpa colocasse R$ 6,3 milhões nesta companhia. 

Além de Scarpa, Mayke afirma ter colocado R$ 4,5 milhões nesse projeto, enquanto o valor aportado por Weverton ainda é desconhecido.

O problema passou a chamar a atenção dos atletas no momento em que pediram o resgate dos investimentos, em agosto de 2022, mas não receberam o montante investido de volta pela empresa.

O dono da empresa inventava uma quantidade variada de desculpas, para justificar o atraso da devolução do dinheiro.

A empresa que seria responsável pela gestão do capital investido, Xland, está sendo processada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por suspeita de pirâmide financeira, juntamente com a WLJC, de William.

Willian Bigode alega inocência neste processo, uma vez que também se considera uma das vítimas do golpe, pois declara ter R$ 17,5 milhões investidos com a Xland, montante ao qual não consegue ter acesso.

No domingo (12 de março), Jean do Carmo Ribeiro e Gabriel de Souza Nascimento, os dois sócios-administradores da Xland, afirmam ter perdido parte do dinheiro investido por seus clientes porque a gestora aplicou o montante na corretora de criptomoedas americana FTX, que entrou em falência em novembro de 2022.

Veja o nosso último vídeo

O que explica pessoas com alta renda caírem em um golpe tão comum?

 

Pode causar estranhamento, para alguns, o fato de que os jogadores não tenham consultado um especialista na área de investimentos antes de tomar uma decisão importante sobre o patrimônio que construíram.

Assim, resta a nós levantar uma série de elementos que podem ter sido capazes de influenciar essa tomada de decisão pelos atletas, optando por colocar em risco parte relevante de suas reservas.

 

Dentre esses elementos, podemos mencionar:

 

Ganância (promessa de ganhos garantidos de 5% ao mês);

Essa taxa é a isca para apurar o senso de ganhos robustos de todos. Todas as vezes que a previsão de ganhos for muito maior que a taxa de juros Selic – seu risco vai aumentando de acordo com o aumento dessa rentabilidade prevista.

Numa Selic de 13,75% a.a. que gera um ganho de cerca de 1% ao mês, o ganho de 5% ao mês é, obviamente, falso e forte indício de golpe. 

Numa taxa de 1% ao mês, e o investimento promete 1,5% – você já deve desconfiar do risco embutido. Imagina 5%…

Excesso de confiança (por não observarem que a média de rentabilidade de investimentos dentro da lei era muito abaixo daquela prometida);

Falta de acompanhamento de notícias sobre a empresa em que investiram (por não pesquisar mais a fundo sobre a empresa em que investiram);

Falta de diversificação (nunca colocar todos os ovos na mesma cesta);

Falta de educação financeira – quando não entendemos de um assunto, devemos buscar aprender ou achar alguém de confiança que nos ajude.

Justamente por ainda vermos inúmeros golpes sendo realizados todos os dias no Brasil, convidamos você a ler outros textos que preparamos sobre o tema que, infelizmente, não saiu de moda.

Talvez não seja o seu caso, mas pode ser um alerta importante para uma pessoa conhecida não entregar seu suado dinheiro para pilantras de plantão.

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA - USP. Executivo em empresas multinacionais nas áreas de desenvolvimento de negócios, marketing e estratégia. Possui ampla experiência no empreendedorismo e hoje divide esses aprendizados. Para isso, o especialista criou e lidera o canal A hora do dinheiro , com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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