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Sai de mim, tentação!

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AshTProductions / shutterstock

 

Resumo Quando sentimentos negativos como tristeza, angústia e ansiedade batem à porta, muitas pessoas encontram nas compras uma potente válvula de escape às frustrações do dia a dia. Por outro lado, a tentação de pensarmos: “Mas eu trabalho tanto! Eu mereço este pequeno luxo!” também aparece quando estamos felizes. O perigo está quando transformamos estes comportamentos esporádicos em algo mais habitual. Então, se este pode ser o seu caso, o texto que nós escrevemos aqui pode te ajudar.

 

Sentimento de culpa após fazer uma compra por impulso?

 

Eu tinha uma amiga que recebia a fatura do cartão de crédito no endereço do trabalho, na época em que ainda enviavam faturas pelo correio. Ela fazia isso para que o marido não soubesse das compras que ela fazia. Eu achava isso engraçado, e conversava com ela sobre o porquê daquele “segredinho”.

Ela mesma admitia que ia dar muito trabalho convencer seu marido da necessidade daquelas compras, onde muitas eram realmente por impulso. O que com certeza acontecia era uma certa “vergonha” por parte dela de não resistir e não conseguir se controlar.

Tem várias coisas que são importantes analisar nessa situação, mas eu gostaria de refletir um pouco sobre as compras por impulso. A compra por impulso é aquela que você faz quase em estado de transe.

Surge uma vontade incontrolável de comprar um item, e não há um discernimento para avaliar de forma racional se aquela decisão é correta, se há uma verdadeira necessidade, se aquele item terá utilidade no futuro, ou ainda se você realmente pode gastar esse dinheiro.

 

Justificando a pisada na bola

 

Muitos de nós já utilizamos a compra como uma forma de satisfação para compensar um momento de tristeza, frustração e angústia. Somos construídos com a ideia de que uma roupa nova ou um acessório da moda ajudam a pessoa a ficar mais bonita, a se sentir melhor, como uma “compensação”.

Ou o contrário: porque você está feliz, ou está celebrando e “está merecendo”.

O problema não está em você fazer isso de vez em quando, desde que tenha condições de fazê-lo, ou seja, que o dinheiro que você está gastando nessa compra não seja o dinheiro destinado a outro fim mais importante e você não faça uma dívida para isso.

O problema passa a ser quando você começa a fazer isso de maneira repetitiva, habitual, quase cotidiana, trazendo consequências para sua vida financeira e para você.

As iniciativas de marketing sabem disso e constroem as publicidades para criar esse efeito de desejo, de que você precisa de um certo produto para se sentir bem.

Mas o consumo desenfreado e inconsciente pode gerar um perigoso nível de endividamento, assim como uma grande bola de neve prestes a atingir em cheio sua vida financeira.

 

O que podemos fazer nessas horas?

 

Se você estiver percebendo que esse é seu caso, uma ajuda profissional talvez seja necessária.

Existem psicólogas e psicólogos especializados em casos assim. Falar, conversar e contar o que está acontecendo para uma pessoa que você gosta, respeita, e que também possa ajudar, é muito importante.

Prestar atenção aos próprios sentimentos e sensações e buscar ter autocontrole é um desafio para muita gente, mas, acredite em mim, pode ser um caminho de muita satisfação.

Perdi contato com minha amiga, mas espero que ela esteja mais controlada e que o cartão de crédito tenha sido revelado ao marido.

Uma família que divide as questões financeiras, tanto as boas como as ruins, tem mais chance de ser feliz e realizada.

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