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A astrologia pode prever o seu futuro financeiro?

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Imagem: magic pictures – shutterstock

 

Resumo – A posição dos astros pode realmente interferir no destino de nossas vidas? Será que o dia em que nascemos determina as nossas chances de enriquecer? Será que cada signo lida de modo diferente com as finanças pessoais? Saiba mais neste texto que preparamos para você.

 

Nosso destino está escrito nas estrelas?

 

Muitas pessoas têm o hábito de acompanhar o horóscopo diariamente em blogs, rádios e jornais, além de fazer o mapa astral de suas vidas. 

Grande parte delas, inclusive, acredita que a posição dos astros pode impactar diretamente o destino de suas existências, seja em aspectos de cunho pessoal ou profissional.

Não existe um consenso sobre o momento exato da criação astrologia como tentativa de relacionar os movimentos dos astros à vida humana.

Mas há registros de diversas culturas antigas – como a babilônica, grega e indiana – tentando estabelecer essa ligação dos trânsitos astrológicos desde o ano 3.000 a.C (1). 

Independentemente de se considerar esta prática como uma crença de caráter esotérico e não-científico, o fato é que este conhecimento já é amplamente difundido e usado pela população.

Então, por quê não usar essa aplicação como instrumento de educação financeira?

Pensando nisso, iniciamos uma série de textos que relacionam os perfis dos consumidores brasileiros com os signos do zodíaco.

De maneira similar à lógica que explica a existência e a atribuição dos diferentes signos, nossa proposta é que você faça o seguinte exercício: 

Imagine que diferentes perfis de comportamento em relação ao dinheiro foram criados com base em características compartilhadas de seu passado e de suas condições materiais. 

 

Como cada signo lida com o dinheiro?

 

Como referência, baseamo-nos na pesquisa “A relação do Brasileiro com dinheiro”, realizada pelo Google em parceria com a Liga Pesquisa e a Provokers, que coletou informações sobre os modos como lidamos com nosso dinheiro ao ganhar, gastar e investir.

A amostra usada neste estudo contou com a participação de consumidores e formadores de opinião para análises qualitativas, e de entrevistas com 1.576 pessoas acima de 18 anos (bancarizadas ou não) em todo o território nacional, para a análise quantitativa.

 

Pontos de partida

 

Quais são os elementos do passado que podem explicar o atual estado das coisas?

De modo análogo às previsões astrológicas, ainda, será que é possível prever como cada grupo de pessoas irá se comportar quando o assunto em questão é finanças pessoais?

Nesse sentido, a pesquisa pontuou o contexto histórico em que a população está inserida:

  • Matriz histórica colonial
    • Colonização portuguesa, que utilizou mão-de-obra escrava por quase 400 anos.
  • Influências do cristianismo
    • Esperança da vinda de uma figura salvadora, capaz de resolver o problema das pessoas.
    • Condenação dos juros, lucro e cobiça
    • Não trabalhar mais que o necessário para a sobrevivência
  • Desigualdade social
    • Baixa perspectiva de mobilidade social.
  • Aspectos educacionais
    • Baixos níveis de escolaridade e especialização profissional
    • Dificuldade em planejar ganhos, gastos e investimentos  

 

O que os astros dados têm a dizer?

 

Além dos traços históricos compartilhados pela população brasileira, a pesquisa também encontrou, de modo recorrente, as seguintes visões a respeito do dinheiro:

  • Medo de não ter dinheiro é uma constante
    • Para as classes AB: para atender a necessidades de saúde e educação
    • Para as classes CDE: para atender às necessidades básicas
  • Dinheiro é fonte de conflitos / tabu
    • Por ser um tema raramente debatido com a devida seriedade, é tema de conflitos quanto ao destino dos recursos.
    • Quando a situação financeira é mais estável, as tensões são reduzidas
  • Consumo é uma forma de pertencer
    • Devido à baixa mobilidade social, o consumo acaba sendo uma válvula de escape para a sensação de pertencimento e de exercício da cidadania
  • O brasileiro não faz dinheiro, ele ganha dinheiro
    • A questão entre trabalhar para sobreviver ou conseguir progredir materialmente

Tendo realizado o mapeamento das características mais comuns que impactam a forma como os brasileiros se relacionam com o dinheiro, a pesquisa foi capaz de agrupar, em diferentes segmentos, perfis de pessoas com necessidades e atitudes semelhantes quando o assunto é dinheiro.

Assim, foram propostos 6 perfis distintos, no Brasil, com relação à forma de lidar com o dinheiro:

  1. Batalhadores (26,3%)
  2. Endividados (26,3%)
  3. Céticos (21,2%)
  4. Materialistas (15,2%)
  5. Poupadores (5,1%)
  6. Planejadores (6,1%)

Quer saber como cada grupo se relaciona com o dinheiro? 

Continue acompanhando os próximos textos semanais do nosso portal ahoradodinheiro.

Você consegue dizer a qual grupo pertence? Fale pra gente nos comentários!

 

Veja também:

Os signos de fogo e o dinheiro

 

Fontes

  1. Personare
  2. Pesquisa “A Relação do Brasileiro com Dinheiro”, Provokers, setembro de 2021.

 

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