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Eu confio em todo mundo!

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ben white / unsplash

 

Resumo – Expressão geralmente dita em momentos de arrependimento, pode se tornar uma oportunidade de reflexão para evitar uma queda futura nas mesmas armadilhas. Veja aqui modos de enxergar essas ciladas com antcedência.

 

Eu confio em todo mundo!

 

Essa frase, com certeza, você já ouviu de alguma pessoa do seu círculo de amizade, da sua família ou de alguma pessoa conhecida, em algum momento da sua vida. Talvez você a tenha ouvido várias vezes, ou ainda você mesmo(a) já proferiu essa expressão.

Normalmente, essa sentença é dita quando associada ao sentimento de arrependimento. Isto é, associada a uma decepção causada por uma confiança depositada em uma pessoa que não a merecia.

Essa é uma característica de personalidade que parece ser muito comum a nós brasileiros, ou nós, latinos de forma geral: confiamos muito rapidamente em determinados tipos de pessoas por motivos que a psicologia parece já ter algumas pistas que nos ajudarão a entender.

 

Diminuindo as fraquezas

 

Robert Cialdini, no seu livro Armas da Persuasão, conta sobre as várias ferramentas já conhecidas, principalmente pelas empresas e seus departamentos de marketing, usadas para causar nas pessoas reações de confiança, crença e proximidade. Essas “armas” são facilmente disparadas para “obrigar” um cliente a comprar um produto, um serviço, concordar com uma opinião, ou mesmo apoiar uma ideia.

A nossa defesa contra essas “armações” é saber que esse tipo de coisa existe, além de estarmos sempre atentos quando os primeiros sinais delas aparecem. Podemos ser presas fáceis, se nossas defesas estiverem desarmadas.

Desconfiar muito e o tempo todo – mais ou menos como a figura de São Tomé, que só acreditava no que via – é uma atitude inteligente. Principalmente quando estamos tratando de assuntos financeiros, precisamos ter uma visão muito crítica sobre o produto ou serviço que nos oferecem, estarmos com as “antenas ligadas” o tempo todo é muito importante.

Peça sempre o máximo de informações de quem está te oferecendo o produto/serviço e, caso não o entenda, não o compre. Não entre na conversa de “vai perder a oportunidade” – oportunidades surgem o tempo todo. Quem disse a frase “cavalo encilhado só passa uma vez” queria nos convencer a comprar qualquer coisa por impulso. Caia fora, se proteja.

 

Dicas para não se decepcionar novamente

 

Peça sempre a opinião de alguém que você confie, que entenda de verdade o que está sendo oferecido para você e que não tenha nenhum interesse próprio no assunto. Isso pode não ser possível para compras pequenas e corriqueiras do dia-a-dia, mas para as decisões maiores é fundamental: abrir uma conta no banco, pedir cartão de crédito, consórcio, fundos de investimento, tesouro direto, compra de eletrônicos, por exemplo. Isso vai te ajudar a preservar e aumentar seu dinheiro.

Nenhuma dessas decisões deve ser tomada sem uma pesquisa, sem uma consulta mais aprofundada, e por isso uma conversa com uma pessoa neutra ajuda muito. Insisto nessa história de uma pessoa neutra, porque a intenção da pessoa que está vendendo o produto é muito clara. A pergunta é: será que o gerente do banco é seu amigo mesmo? E a vendedora da loja que você vai sempre? Ou criar intimidade com você também não faz parte da tática para te convencer a comprar logo e pelo melhor preço (para eles ganharem mais comissão, etc.)?

Pergunte, leia as letras menores, mande e-mail (se puder), mensagem pelo WhatsApp… isso tudo também fica como registro, caso algo dê errado depois de fazer a compra.

O mundo evoluiu muito em produtos financeiros, formas de guardar o dinheiro, mais ofertas de juros, mas junto vieram mais formas de trapacear, enganar, iludir e roubar seu dinheiro. A internet está cheia de ofertas de rentabilidade muito alta: desconfie sempre! Ganhar dinheiro em investimento a mais que as pessoas comuns é muito difícil, afinal, no geral, todo mundo sabe mais ou menos a mesma coisa. Tenha como referência a taxa de poupança para facilitar as comparações.

“Se a esmola é muita, o santo desconfia.”

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