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O Náufrago

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Horizon_Illustration – shutterstock

 

Resumo Você se lembra do filme Náufrago? Naquela história, aprendemos que “a necessidade é mãe da criatividade” e vimos como o controle mental foi algo fundamental para que o personagem sobrevivesse a essa situação extrema e se adaptasse às novas condições de vida. Será que podemos extrair algumas lições valiosas do filme para nossas vidas? Veja mais no texto.

 

Relembrando a sinopse do filme

Quem viu o filme, lançado em 2010 com o excelente ator Tom Hanks no elenco, vai certamente se lembrar da figura cabeluda que ele interpretou (e com um grande poder de adaptação ao ambiente inóspito onde foi colocado) e de seu eterno amigo, Wilson, que acabaram marcando uma geração.

O enredo é sobre um executivo da indústria de transporte aéreo de cargas que, próximo ao natal, tem que resolver um problema de emergência em uma unidade da empresa que ficava na Rússia, e volta para casa nos Estados Unidos de carona no avião de carga que ele mesmo ajudara a carregar.

Mas, durante a viagem, acontece um acidente e ele é o único sobrevivente. O avião cai no meio do mar e ele se vê sozinho em uma ilha deserta com alguns pacotes que sobraram na queda, entre eles uma bola de vôlei que se transformaria em seu companheiro de jornada – o Wilson.

O filme é puro divertimento e cativou milhões de fãs no mundo todo.

O ponto alto da história diz respeito à capacidade de Chuck, o personagem principal, de se manter vivo numa situação extrema usando seus conhecimentos de uso de materiais, de geografia, ciências e muita, mas muita capacidade de controle emocional.

 

Sobre os aprendizados de Chuck

O náufrago de Chuck, como aliás todos os náufragos, apresenta poucas possibilidades de ação.

Vemos basicamente duas opções  :

a) A primeira seria desistir e ficar na ilha sozinho, tentar montar um barco e voltar para o mar.

b) A outra seria se adaptar à vida na ilha e tentar resistir o máximo possível, até alguém conseguir achá-lo.

Sem darmos spoilers às pessoas que eventualmente ainda não assistiram ao filme, nos desculpem, mas é necessário para nossa reflexão. 

A capacidade de controle emocional e as habilidades práticas de nosso herói criam as melhores situações do filme e, para quem pretende passar por uma situação dessas em algum momento da vida (ironia), podem ser úteis.

Ficar isolado do mundo, sem ninguém para pedir ajuda, sem muitos recursos e sem futuro previsto é uma situação extrema. Não pense você que isso não acontece na vida das pessoas ocasionalmente. 

De uma maneira análoga, não é exatamente numa ilha no pacifico, mas sim numa ilha imaginária, ficamos sozinhos com nossos problemas – sempre pode haver alguém para desabafar -, mas o problema continua conosco. Ele não é transferido. 

Algumas vezes, nos sentimos sozinhos com nossos problemas, sem saber o que vai acontecer no próximo momento e com poucas opções de ação (ou, pelo menos, sem a garantia de que vamos achar alguma saída para a situação).

 

Aplicando esses conceitos em nossa vida financeira

Ocasionalmente em nossas vidas nos sentimos como o Náufrago.

O problema é gigante, os recursos são mínimos, e nossa sobrevivência está em risco. E aí, o que você faria nesse caso?

Na vida financeira (que é nosso principal foco aqui em ahoradodinheiro), você deve fazer exatamente o que o náufrago faz

Encontre o seu refúgio

Em primeiro lugar, prepare um refúgio, um lugar protegido, um espaço para que o sol inclemente ou a chuva fria não reduzam suas capacidades de sobreviver. 

Conectando a história do filme com nossa vida financeira, eu diria que nosso refúgio é nosso controle formal, ou seja, saber exatamente qual a sua situação:

Algumas perguntas podem ajudar nessa etapa: 

“Qual o tamanho do buraco em que você está metido?”. 

“Quanto você está devendo e qual o tamanho das suas capacidades de ganho atuais.” 

Isso vai ter uma força poderosa para que você comece a  colocar sua vida no controle e sair do estado de desespero presente.

 

Foto: Mica Stocck – Shutterstock

 

Poder de adaptação

Em seguida, passa a ser natural perguntar se a disponibilidade de comida será constante e estável. 

Para isso, você precisa adequar suas despesas às suas receitas e, assim, se manter “vivo” e com perspectivas de manter essa situação por tempo suficiente para melhorar ainda mais sua situação.

Buscar criar alternativas de alimentação ao longo do tempo e achar um abrigo, seria como a busca por rendas alternativas que acrescentamos à nossa fonte principal (o que sempre é um processo difícil).

Veja que vivemos num país que, muito regularmente, vive crises financeiras e de desemprego. E tem ainda a alternativa de reduzir algumas despesas a fim de manter as contas em dia – essa é a mais usada. No caso do náufrago, algo como guardar a comida existente para fazer frente aos dias que tem pela frente seria a forma de reduzir despesas.

Nosso herói conseguiu acesso a coco, que gera água, que o mantinha hidratado e também dava a carne do coco, que tem muita gordura e mantinha um nível de alimentação mínimo. 

Na sequência, ele criou uma forma de pescar, com uma lança em locais onde os peixes estivessem presos. Muito criativo! E “a necessidade é a mãe da criatividade”, sabemos bem.

 

Ganhando tração e consolidando a rotina

A partir daí, o sentimento de alguma previsibilidade e controle da situação fizeram o resto, apesar de termos algumas reviravoltas no filme e que podem acontecer com você também no seu percurso.

Lembrando que estamos em uma longa jornada, que hora estamos em equilíbrio financeiro, hora estamos fora, tentando voltar. E essa grande jornada é composta de pequenas jornadinhas que são a nossa rotina diária.

Veja que a rotina diária é a grande formadora do todo. Se não temos um equilíbrio (ou um plano de equilíbrio) para o dia a dia, teremos problemas para chegar em nosso objetivo.

  • Faça como o náufrago, tenha calma, crie um plano inicial, busque suas habilidades práticas para apoiar em sua rotina e busque um plano maior para seus objetivos.

ahoradodinheiro ajuda você nessa caminhada.

 

Veja nossos artigos sobre o tema.

Sobre planos e objetivos

Sobre a liberdade financeira

Despesas essenciais

 

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2Comentários

2 comentários em “O Náufrago”

  1. Excelente reflexão!
    Excelente analogia ao filme, que já assisti algumas vezes, e com olhar diferente, aproveitando as lições do momento.
    Parabéns pelo texto!

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