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Nossa ajuda ao RS não pode parar agora!

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Resumo– veja porque os esforços para reconstrução do Rio Grande do Sul devem ser mantidos por um prazo mais longo.

 

A esta altura do campeonato, é muito provável que já tenha se dado conta do tamanho do desastre que aconteceu no Estado do Rio Grande do Sul.

Foi realmente um volume de chuvas muito acima do comum em um espaço de tempo muito curto, alagando cidades inteiras em quase toda a região. Para muitos brasileiros, foi preciso mais de uma semana para assimilar a proporção, o tamanho e a real dimensão desta catástrofe climática

Apesar disso, a onda de solidariedade mostrada por todo o país tem sido, ao menos, acalentadora. Pessoas e organizações de todos os cantos do Brasil uniram esforços para não deixar faltar o básico aos nossos irmãos gaúchos.

Além do mais, muitos se dispuseram a viajar e ajudar em loco, onde fosse necessário: nos resgates, na organização e manejo das doações, no envio dos donativos, no voluntariado, criando redes de comunicação, etc.

 

Os impactos deste evento climático extremo para a economia do Brasil

 

Além das vidas perdidas, lares e histórias levadas pela correnteza, as fortes chuvas no Rio Grande do Sul também causaram inúmeros impactos econômicos e financeiros significativos para o Brasil (que ainda nem podem ser estimados com precisão). 

De modo geral, uma estimativa da Confederação Nacional dos Municípios calcula em mais de R$ 8,9 bilhões os prejuízos financeiros das enchentes, dos quais R$ 2,4 bilhões dessas perdas são do setor público, R$ 1,9 bilhão do setor produtivo privado e R$ 4,6 bilhões relativos às habitações destruídas.

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Em termos mais específicos, aqui estão alguns dos principais setores afetados:

 

    • Agricultura e pecuária: O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores agrícolas do Brasil, representando 12,6% do PIB da agricultura nacional. As enchentes destruíram plantações, estão dificultando o escoamento da produção de grãos, laticínios e carnes. Com isso, o PIB agropecuário do Brasil pode recuar 3,5% no ano.
    • Indústria: Os locais mais atingidos incluem os principais polos industriais do Rio Grande do Sul, impactando segmentos significativos para a economia do Estado, conforme levantamento da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul). São mais de 23,7 mil indústrias que empregam 433 mil pessoas.
    • Infraestrutura: A destruição de estradas, pontes e outras infraestruturas essenciais interrompeu o transporte de bens e pessoas, aumentando os custos logísticos e dificultando o escoamento da produção agrícola e industrial.
    • Comércio e Serviços: As enchentes causaram a interrupção das atividades comerciais e de serviços, afetando negativamente o faturamento das empresas e o emprego na região. Pequenas empresas são particularmente vulneráveis a esse tipo de desastre.
    • Seguro e Crédito: As seguradoras vão enfrentar um aumento significativo no número de sinistros, o que pode levar a maiores prêmios (valor das apólices) de seguros no futuro. Além disso, os agricultores e empresários afetados podem enfrentar dificuldades financeiras, aumentando a demanda por crédito emergencial e renegociação de dívidas.
    • Impacto fiscal: O governo e a iniciativa privada terão que investir pesadamente na reconstrução de infraestruturas, moradias e outros bens danificados, o que pode aumentar o déficit público e desviar recursos de outras áreas prioritárias.
    • Impacto Social: A perda de moradias e meios de subsistência pode aumentar a pobreza e a desigualdade social na região, além de gerar um maior custo para programas de assistência social.
    • Inflação: A escassez de produtos agrícolas pode pressionar os preços dos alimentos, contribuindo para a inflação, o que afeta o poder de compra dos consumidores e a estabilidade econômica do país.

 

Esses impactos são amplos e podem ter efeitos de longo prazo na economia do Rio Grande do Sul e, por extensão, na economia brasileira como um todo.

 

A solidariedade não pode parar!

 

A expectativa é de que o nível das águas comece a baixar nos próximos dias, de maneira lenta, mas gradual.

Seguramente, a exposição sobre o assunto na mídia tende a diminuir nos próximos meses. Afinal de contas, a vida continua e é natural que apareçam notícias importantes que também impactam nossas vidas ao redor do mundo.

O que eu gostaria de chamar a atenção, contudo, é para o fato de você considerar se programar a fazer sua contribuição aos nossos irmãos gaúchos de maneira mais perene, constante.

A reconstrução levará mais que alguns meses. Certamente serão necessários alguns anos para as coisas voltarem a uma dita normalidade. Sem contar, ainda, uma eventual necessidade de abandono de lugares que estarão sujeitos a eventos extremos no futuro com maior frequência e um deslocamento para regiões de menor risco.

Ainda que nossos representantes nas esferas Federal, Estadual e Municipal estejam direcionando esforços e recursos para mitigar a crise e destinar recursos para a reconstrução, precisamos ter em mente que muita gente vai ter que recomeçar do zero.

Por isso, continue ajudando. Seja enviando um valor para alguma instituição em que você confie, seja se voluntariado onde for necessário. Seja visitando as cidades a turismo em um futuro próximo para movimentar o comércio local, seja comprando produtos ali produzidos. 

Por João Victorino

João Victorino é administrador de empresas e especialista em finanças pessoais. Formado em Administração de Empresas e com MBA pela FIA - USP. Executivo em empresas multinacionais nas áreas de desenvolvimento de negócios, marketing e estratégia. Possui ampla experiência no empreendedorismo e hoje divide esses aprendizados. Para isso, o especialista criou e lidera o canal A hora do dinheiro , com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.

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